sábado, 8 de março de 2008

Brasília tem a melhor escola de música da América Latina

Em meio à região turística do Planalto Central, numa área bem distante do litoral, a Escola de Música de Brasília foi fundada em 11 de março de 1974, pelo maestro Livino de Alcântara. A escola tornou-se Centro de Educação Profissionalizante (CEP) e desenvolve projetos sócio-educativos.

Atualmente com 1854 estudantes de música, 38 possuem necessidades especias, dentre eles 22 apresentam deficiência visual. Os interessados podem ingressar na EMB através de sorteio ou testes práticos. A demanda é alta e a seleção não é financeira. “As pessoas associam os deficientes às dificuldades na aprendizagem, mas não tem”, comenta Marúzia Sampaio, coordenadora do núcleo de inclusão.

A instituição presta serviços culturais para a sociedade e conta com o apoio financeiro da Diretoria de Ensino Especial, mas enfrenta dificuldades. Com o intuito de ajudar financeiramente o núcleo, foi criado o Curso Pontual destinado aos alunos não regulares, as aulas são ministradas aos sábados com períodos de manhã e tarde, com duração de 3 a 4 meses.

Gabriel Fernando de Souza, 13, está há cinco anos na escola. É deficiente visual, mas isso não se tornou obstáculo para ser considerado super dotado em música. Fez aulas de clarinete, percussão, piano, teclado e mídia musical. Assim como Gabriel, qualquer aluno é especial e recebe o mesmo tratamento.

Segundo o diretor maestro Carlos Galvão, todos os ex-alunos estão empregados. A Escola de Música de Brasília dialoga com todas as formas e busca mostrar a potencialidade musical do Brasil, além disso, é a que mais oferece cursos por unidade no país e em toda América Latina.

Priscila Rodrigues

Alunos da Facitec visitam Escola de Música - Por Luciana Lopez


Os alunos do quinto semestre de jornalismo-matutino da Facitec visitaram na manhã da última segunda-feira dia 03 de março a Escola de Música de Brasília - EMB, a iniciativa foi da professora Maria Carolina de webjornalismo, lá os alunos tiveram contato com as mais diversas atividades desenvolvidas na escola, entre elas o projeto social o Núcleo de Musicografia Braille que foi criado pelo Maestro Carlos Alberto Farias Galvão em 1985, durante a sua primeira gestão como Diretor do CEP-EMB. Desde aquela época o Núcleo vem se desenvolvendo sob a responsabilidade da Professora Dolores Tomé,atualmente com a coordenação da professora Marúzia Coelho Sampaio, o núcleo atende aproximadamente três alunos por semestre e há uma fila de espera desde o ano passado de 17 alunos das mais variadas idades . O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes às dos colegas de visão normal,o objetivo maior do projeto de acordo com a professora Marúzia Sampaio” é fazer de fato a inclusão das pessoas com deficiência visual ao universo da música,mas lamentavelmente a escola tem as suas limitações financeiras e não é possível atender mais do que a nossa capacidade”.A nossa reportagem conversou com dois dos alunos atendidos neste semestre, ambos com deficiência visual:Gabriel Fernando de 13 anos que entrou na escola há 5 anos e apresenta grande desenvolvimento musical, ele já nasceu cego, já o outro aluno João Vicente de 32 anos perdeu a visão depois de adulto em virtude de um acidente de carro e em ambos os casos a música tem ajudado de alguma forma em suas vidas,Gabriel toca clarinete e o João Vicente, Gaita,os dois pretendem seguir os estudos de musicografia na EMB. O nível de alfabetização exigido para o ingresso no Curso Básico de Musicalização Infantil do CEP/EMB é o equivalente à conclusão da 1ª série do ensino fundamental.
O acesso para os novos alunos no Curso Básico (Musicalização Infantil, Musicalização Juvenil e Musicalização Adulta) do CEP/EMB será feito seguindo as seguintes condições:
Sorteio público, vinculado ao número de vagas disponíveis, para iniciantes;
Para aqueles que já possuam conhecimento musical serão aplicados testes teórico-práticos.Todos os alunos com deficiência devem dominar a linguagem Braille.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Escola de Música de Brasília desenvolve Projeto de Inclusão Social
Leila Nascimento

A Escola de Música de Brasília, fundada na década de 80, há 1 ano iniciou o Núcleo de Inclusão Social para deficientes visuais, físicos e cadeirantes, já estão inclusos no programa 22 deficientes visuais, sendo, 11 cegos e 11 de baixa visão. A Escola enfrenta muitas dificuldades como, a falta de banheiros apropriados, o único banheiro especial que possui fica distante da sala de aula, falta máquinas apropriadas, as poucas máquinas que há na instituição, é fruto de uma parceria com a Câmara Legislativa, conseguiram também uma máquina Braille com o programa do Governo – PROEP, a escola não tem uma estrutura para acomodar muitos alunos, pois a verba destinada é pouca, e por causa desta falta de estrutura muitos alunos ficam de fora do projeto. Existe hoje, uma fila de 17 alunos que esperam para entrar na Escola, mas somente 3 deles serão inclusos.
Segundo a Coordenadora do Núcleo, Marúzia Coelho Sampaio, “para que a escola receba mais alunos dependerá da quantidade de professores para dar assistência a eles, pois estes entram na instituição e ficam lá para o resto da vida se necessário”.
Para que o aluno faça parte deste Núcleo de inclusão, além de aguardar a fila de espera, ele deve entrar na instituição sabendo o sistema Braille e ter um laudo médico comprovando a deficiência. Caso o aluno já matriculado reprove 3 vezes, ele é retirado do projeto e deverá entrar novamente na fila e refazer todo o processo.
Dois grandes exemplos de superação na EMB, é o pequeno Gabriel Fernando Silva, de 13 anos, está na Escola de Música de Brasília há 5 anos, ele é deficiente visual, começou na musicalização infantil e hoje está na musicalização juvenil e João Vicente morador do Recanto das Emas, de 32 anos, tem baixa visão, provocada por uma retinose pigmentar e está na EMB há 1 ano.
Para Marúzia, “foi muito mais difícil para o João, o aprendizado, pois ele teve que se adaptar a todo o processo, ele perdeu a visão depois de adulto e o pequeno Gabriel já nasceu com a deficiência visual, para ela, eles são dois grandes exemplos de superação”.
Todos os alunos que entram no projeto, antes de começar o curso, passam de 1 a 2 semestres se preparando para as aulas, inicialmente eles aprendem a escrita através da reglete, uma placa de metal dobrável que é encaixada a uma tábua de madeira de aproximadamente 30X20 cm, onde é preso o papel, funciona como um caderno para eles, a educação musical é feita com todos os alunos juntos e são tratados por igual.
Leila Nascimento

Escola de Música de Brasília oferece musicografia braile


Limitações superadas pela força de vontade


A Escola de Música de Brasília está oferecendo cursos para alunos especiais. Hoje a escola tem 38 alunos com deficiência, sendo que 22 são deficientes visuais que fazem “musicografia braile”, técnica desenvolvida em 1828 por Louis Braille. A força de vontade dos alunos superam as limitações tantos dos baixa visão quanto dos cegos, cuja a dificuldade ainda é maior devido a transformação de partituras no sistema braile.
O aluno Gabriel de Souza, tem 13 anos de idade e está na escola de música há cinco anos, faz a 6ª serie do ensino fundamental. É um menino alegre e comunicativo. Já fez oficina de percussão, mídia, que é música no computador, e piano, hoje ele faz clarinete, que é a sua opção. Ao perguntar que carreira deseja seguir no futuro ele afirma: “Quero ser músico, eu gosto de tocar”.
A Escola de Música tem apoio da Diretoria de Ensino Especial, mas em relação à verba, há uma certa carência. A escola aceita voluntariados, mas com regras, de acordo com a lei e a exigência é que tenha conhecimentos da linguagem musical. Quem quiser mais informações sobre a Escola de Música de Brasília e conhecer sobre a musicografia braile, basta ligar no 61- 3221 8300 ou no site da escola de música http://www.emb.com.br/. A escola também aceita visitas da comunidade.



Por Osmária Cunha

Estudantes de Jornalismo da FACITEC visitam Escola de Música

Os alunos do curso de comunicação (Jornalismo) da FACITEC visitaram a EMB, nesta segunda feira (3). O objetivo da visita, coordenado pela professora Maria Carolina visa familiarizar os acadêmicos com os projetos sócio-educativos desenvolvido por aquela instituição de ensino. Na ocasião, os visitantes tiveram a oportunidade de participar de uma mini palestra com a professora Marúzia Coelho Sampaio, que teve como tema central: a metodologia de ensino da musicografia Braille. A professora que é licenciada em música, mostrou aos alunos da FACITEC, as regletes, que são instrumentos usados pelos deficientes visuais para desenvolver a escrita, e a leitura de partituras musicais.

Ao ser questionado sobre a inclusão dos alunos com necessidades especiais, a professora afirmou que existem regras. “Após entrar na escola, o aluno que reprovar três vezes será excluído temporariamente, mas depois, poderá se candidatar à vaga outra vez, só que ficando na fila de espera” Concluiu Marúzia. A musicografia Braille foi implantada na EMB, na década de 80.

Encontro com o diretor

Dando continuidade a visita, os acadêmicos e a professora Maria Carolina, tiveram um encontro com o Professor Carlos Galvão que é o atual diretor e mentor dos projetos que estão em andamento. O professor Galvão, recebeu os visitantes com muita simpatia não deixando nenhuma pergunta que fosse do interesse do alunato sem resposta. Em seguida falou sobre as dificuldades que enfrentou para transformar a EMB, em excelência educacional “Até a minha chegada, a EMB, funcionava como escola de música da rede pública de ensino, só depois que apresentamos os projetos ao MEC e ao Governo do DF, que ela veio a se transformar em CEP” (Centro de Educação Profissional) Afirmou.








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Música brasileira bem representada em festival
O grupo Madrigal da Escola de Música de Brasília foi convidado a participar do festival internacional Mundos Cantat, que acontece na Polônia este mês, eles viajaram no dia 06 de março de 2008, e ficarão fora até 30 de março.
Eles farão apresentações em três cidades polonesas: Szczeci, Legnnica, Sopt. Segundo o diretor da EMC, a turnê será patrocinada pela Polônia, eles tiveram de ir atrás apenas das passagens.
O grupo que existe há 34 anos é uma referência como divulgador da música genuinamente brasileira, embora não fosse assim, “antes nossas apresentações eram de músicas européias, e foi uma surpresa quando começamos a cantar músicas de compositores brasileiros e ouvíamos nossa assistência dizer ‘há no Brasil também existem músicos!’”disse o diretor da BEM, Carlos Alberto Farias Galvão que é formado em composição de música e etnomusicologia . O repertório do grupo é bem variado, vai de Luis Gonzaga, Pixinguinha, Djavan, Tom Jobim, entre muitos outros, “a aceitação do público é muito boa”, acrescentou o diretor.
Existe um projeto para a expansão da Escola de Música de Brasília para outras cidades satélites como Taguatinga e Ceilândia se forem aprovado, mais pessoas terão a oportunidade de estudar música e quem sabe até obter um diploma superior em música.

O começo

A Escola de Música de Brasília foi fundada pelo maestro Livino de Alcântara no dia 11 de março de 1974 na SGA/Sul Quadra 602, Projeção “D” Parte “A”, Brasília - DF. Inicialmente, a EMB oferecia o ensino de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, flauta doce, oboé, clarinete, trompa, fagote, trompete, trombone e tuba, além de manter uma orquestra sinfônica constituída de professores e alunos e o “Madrigal de Brasília”.
Em janeiro de 1998, o prof. Carlos Galvão assume a Direção da EMB pela segunda vez (), e implanta o núcleo de tecnologia e música, responsável pela oferta de tecnologias informatizadas aplicadas à música.
Além de outros benefícios há um ano foi implantado a inclusão de jovens deficientes visuais e cadeirantes.
Para entrar como criança especial é necessário um laudo médico comprovando a deficiência e entrar numa fila de espera. Existem 17 pessoas esperando ser chamado.
Cleidinalva Rosa

quinta-feira, 6 de março de 2008

Musicografia Braille na Escola de Música de Brasília

O Centro de Educação Profissionalizante (ECP) da Escola de Música de Brasília oferece cursos de Musicografia Braille, aonde alunos com necessidade especiais têm a oportunidade de aprender a ler e escrever partituras na escrita Braille. A escola é pioneira nesse tipo de ensino, conta com professores formados e interessando em levar a música a portadores de deficiência visual.
De acordo com a professora Marusia Coelho Sampaio, formada em música pela Universidade de Brasília – UnB, “os alunos treinam bastante a partitura em Braille e acabam decorando as notas musicais, isso deixa os mais seguros para fazer uma apresentação”.

Formas de ingresso

O numero de vagas por semestre, vária de acordo com o numero de professores. O ingresso de novos alunos no Curso Básico (Musicalização Infantil, Musicalização Juvenil e Musicalização Adulta) do CEP será processado mediante:

I - Sorteio público, amplamente divulgado, vinculado ao número de vagas disponíveis, para iniciante;

II - Testes teórico-práticos para musicalizados, vinculado ao número de vagas disponíveis para essa modalidade de ingresso.

Por: Thiago Alves

Música para vê e ouvir

Por Matheus Reino

O Centro de Educação Profissionalizante – Escola de Música de Brasília
(CEP-EMB) ligado à Secretaria de Educação do Distrito Federal desenvolve trabalhos de inclusão social com portadores de necessidades especiais. Assim como são assegurados os direitos à vida, à educação e à manifestação do pensamento o direito à cultura deve ser resguardado e bem usufruído por todos.

No total a EMB assiste a 38 alunos com necessidades especiais, dentre esses, 22 são deficientes visuais. A professora Marúzia Sampaio, que coordena o Núcleo de Educações Especiais da escola, conta que os alunos recebem material adequado e podem “ver com as mãos aquilo que não podem ver com os olhos”. Para aqueles que possuem deficiência visual o material é completamente editado em
Braile e assim, os alunos podem acompanhar o que está sendo ministrado.

O adolescente Gabriel de Souza, 13 anos, tem deficiência visual e diz que adora participar das aulas na escola de música. “Já fiz aula de teclado percussão, clarineta e mídia musical. Agora quero aperfeiçoar tudo que aprendi aqui”, conta. Para o maestro Carlos Galvão, diretor da Escola de Música de Brasília, todos os alunos são especiais e recebem apoio e atenção da mesma forma. “Deficientes são todos aqueles que têm dificuldades de aprender música. O fato de não enxergar não os torna deficientes”, completa.

A Escola de Música de Brasília já formou mais de seis mil alunos e o maestro afirma que 100% dos alunos formados pela escola estão empregados, por isso possui o título de Centro Profissionalizante. Segundo o diretor, a escola é a maior e melhor escola pública de música da América Latina. Esse título foi conquistado graças à elevação do fator cultural e social que a instituição presta à sociedade.

domingo, 2 de março de 2008

Inclusão digital no Recanto das Emas - DF


Em dezembro de 2005, na comunidade Recanto das Emas – DF foi implantada uma ação socio-educativa e cultural pela pró-reitoria e extensão UCB junto com a fundação Banco do Brasil. Uma das coordenadoras deste projeto é Gecilene Machado que tem por função incluir a comunidade no mundo digital através de um espaço cedido pelo GDF com computadores doados por empresas privadas.
O projeto permite -o acesso da comunidade às novas tecnologias de comunicação e informação trazendo benefícios como a redução do índice de analfabetismo tecnológico entre os moradores de baixa renda, a melhora do desempenho dos alunos e diminuição do índice de criminalidade, onde a mobilização da sociedade se volta para o desempenho individual.
A informática ainda é um privilégio de poucos brasileiros e, projetos como esse, fazem com que haja um crescimento significativo na inclusão digital de classes menos favorecidas e conseqüentemente uma redução das desigualdades sociais no país.
Com os esforços do Governo Federal de inclusão digital outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania.

Emanuele Araújo

Excluídos Digitalmente – Porquê?

A Inclusão Digital tem sido pauta obrigatória no cenário político nacional e internacional e motivação de várias ações, projetos e programas nas agendas sociais no Brasil e em diversos países do mundo. Dessa forma disseminam-se centros de acesso público à internet, cursos de alfabetização tecnológica e outras iniciativas destinadas a minimizar a exclusão digital entre as comunidades de baixa renda. Em que medida, tais medidas de fato melhoraram significativamente a vida das pessoas, possibilitaram que transformassem a realidade onde vivem? Não se trata aqui de questionar as tecnologias ou os projetos, mas refletir abertamente sobre os rumos que tomamos.

A inclusão digital está estreitamente vinculada à problemática da inclusão social dos menos favorecidos. Isto porque o governo, por intermédio do MCT, está preocupado com a real necessidade em disponibilizar os meios e instrumentos que efetivamente criem as condições necessárias e suficientes para a geração de emprego e renda, objeto último dos esforços governamentais nos programas de inclusão social. O programa de inclusão digital, portanto, é um instrumento da promoção da inclusão social.

Definição

"Inclusão Digital" é a denominação dada, genericamente, aos esforços de fazer com as populações das sociedades contemporâneas - cujas estruturas e funcionamento estão sendo significativamente alteradas pelas tecnologias de informação e de comunicação – possam:
obter os conhecimentos necessários para utilizar com um mínimo de proficiência os recursos de tecnologia de informação e de comunicação existentes
dispor de acesso físico regular a esses recursos.
A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos digitais ao contexto da sociedade movida pelos processos de criação, produção e sublimação da informação em conhecimento. Significa efetivar os excluídos digitais na sociedade da informação, por meio de políticas que visem ao seu crescimento auto-sustentável de forma colaborativa e gradual, não com medidas emergenciais e paliativas. Conseqüentemente, inclusão digital remete à busca da reflexão do mundo e da localidade, das condições de sobrevivência (emprego, alimentação, moradia, etc.), do estímulo ao conhecimento renovado e à crítica do já existente e da diminuição das desigualdades sociais.


Julyana Santos de Almeida