sábado, 8 de março de 2008

Brasília tem a melhor escola de música da América Latina

Em meio à região turística do Planalto Central, numa área bem distante do litoral, a Escola de Música de Brasília foi fundada em 11 de março de 1974, pelo maestro Livino de Alcântara. A escola tornou-se Centro de Educação Profissionalizante (CEP) e desenvolve projetos sócio-educativos.

Atualmente com 1854 estudantes de música, 38 possuem necessidades especias, dentre eles 22 apresentam deficiência visual. Os interessados podem ingressar na EMB através de sorteio ou testes práticos. A demanda é alta e a seleção não é financeira. “As pessoas associam os deficientes às dificuldades na aprendizagem, mas não tem”, comenta Marúzia Sampaio, coordenadora do núcleo de inclusão.

A instituição presta serviços culturais para a sociedade e conta com o apoio financeiro da Diretoria de Ensino Especial, mas enfrenta dificuldades. Com o intuito de ajudar financeiramente o núcleo, foi criado o Curso Pontual destinado aos alunos não regulares, as aulas são ministradas aos sábados com períodos de manhã e tarde, com duração de 3 a 4 meses.

Gabriel Fernando de Souza, 13, está há cinco anos na escola. É deficiente visual, mas isso não se tornou obstáculo para ser considerado super dotado em música. Fez aulas de clarinete, percussão, piano, teclado e mídia musical. Assim como Gabriel, qualquer aluno é especial e recebe o mesmo tratamento.

Segundo o diretor maestro Carlos Galvão, todos os ex-alunos estão empregados. A Escola de Música de Brasília dialoga com todas as formas e busca mostrar a potencialidade musical do Brasil, além disso, é a que mais oferece cursos por unidade no país e em toda América Latina.

Priscila Rodrigues

Alunos da Facitec visitam Escola de Música - Por Luciana Lopez


Os alunos do quinto semestre de jornalismo-matutino da Facitec visitaram na manhã da última segunda-feira dia 03 de março a Escola de Música de Brasília - EMB, a iniciativa foi da professora Maria Carolina de webjornalismo, lá os alunos tiveram contato com as mais diversas atividades desenvolvidas na escola, entre elas o projeto social o Núcleo de Musicografia Braille que foi criado pelo Maestro Carlos Alberto Farias Galvão em 1985, durante a sua primeira gestão como Diretor do CEP-EMB. Desde aquela época o Núcleo vem se desenvolvendo sob a responsabilidade da Professora Dolores Tomé,atualmente com a coordenação da professora Marúzia Coelho Sampaio, o núcleo atende aproximadamente três alunos por semestre e há uma fila de espera desde o ano passado de 17 alunos das mais variadas idades . O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes às dos colegas de visão normal,o objetivo maior do projeto de acordo com a professora Marúzia Sampaio” é fazer de fato a inclusão das pessoas com deficiência visual ao universo da música,mas lamentavelmente a escola tem as suas limitações financeiras e não é possível atender mais do que a nossa capacidade”.A nossa reportagem conversou com dois dos alunos atendidos neste semestre, ambos com deficiência visual:Gabriel Fernando de 13 anos que entrou na escola há 5 anos e apresenta grande desenvolvimento musical, ele já nasceu cego, já o outro aluno João Vicente de 32 anos perdeu a visão depois de adulto em virtude de um acidente de carro e em ambos os casos a música tem ajudado de alguma forma em suas vidas,Gabriel toca clarinete e o João Vicente, Gaita,os dois pretendem seguir os estudos de musicografia na EMB. O nível de alfabetização exigido para o ingresso no Curso Básico de Musicalização Infantil do CEP/EMB é o equivalente à conclusão da 1ª série do ensino fundamental.
O acesso para os novos alunos no Curso Básico (Musicalização Infantil, Musicalização Juvenil e Musicalização Adulta) do CEP/EMB será feito seguindo as seguintes condições:
Sorteio público, vinculado ao número de vagas disponíveis, para iniciantes;
Para aqueles que já possuam conhecimento musical serão aplicados testes teórico-práticos.Todos os alunos com deficiência devem dominar a linguagem Braille.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Escola de Música de Brasília desenvolve Projeto de Inclusão Social
Leila Nascimento

A Escola de Música de Brasília, fundada na década de 80, há 1 ano iniciou o Núcleo de Inclusão Social para deficientes visuais, físicos e cadeirantes, já estão inclusos no programa 22 deficientes visuais, sendo, 11 cegos e 11 de baixa visão. A Escola enfrenta muitas dificuldades como, a falta de banheiros apropriados, o único banheiro especial que possui fica distante da sala de aula, falta máquinas apropriadas, as poucas máquinas que há na instituição, é fruto de uma parceria com a Câmara Legislativa, conseguiram também uma máquina Braille com o programa do Governo – PROEP, a escola não tem uma estrutura para acomodar muitos alunos, pois a verba destinada é pouca, e por causa desta falta de estrutura muitos alunos ficam de fora do projeto. Existe hoje, uma fila de 17 alunos que esperam para entrar na Escola, mas somente 3 deles serão inclusos.
Segundo a Coordenadora do Núcleo, Marúzia Coelho Sampaio, “para que a escola receba mais alunos dependerá da quantidade de professores para dar assistência a eles, pois estes entram na instituição e ficam lá para o resto da vida se necessário”.
Para que o aluno faça parte deste Núcleo de inclusão, além de aguardar a fila de espera, ele deve entrar na instituição sabendo o sistema Braille e ter um laudo médico comprovando a deficiência. Caso o aluno já matriculado reprove 3 vezes, ele é retirado do projeto e deverá entrar novamente na fila e refazer todo o processo.
Dois grandes exemplos de superação na EMB, é o pequeno Gabriel Fernando Silva, de 13 anos, está na Escola de Música de Brasília há 5 anos, ele é deficiente visual, começou na musicalização infantil e hoje está na musicalização juvenil e João Vicente morador do Recanto das Emas, de 32 anos, tem baixa visão, provocada por uma retinose pigmentar e está na EMB há 1 ano.
Para Marúzia, “foi muito mais difícil para o João, o aprendizado, pois ele teve que se adaptar a todo o processo, ele perdeu a visão depois de adulto e o pequeno Gabriel já nasceu com a deficiência visual, para ela, eles são dois grandes exemplos de superação”.
Todos os alunos que entram no projeto, antes de começar o curso, passam de 1 a 2 semestres se preparando para as aulas, inicialmente eles aprendem a escrita através da reglete, uma placa de metal dobrável que é encaixada a uma tábua de madeira de aproximadamente 30X20 cm, onde é preso o papel, funciona como um caderno para eles, a educação musical é feita com todos os alunos juntos e são tratados por igual.
Leila Nascimento

Escola de Música de Brasília oferece musicografia braile


Limitações superadas pela força de vontade


A Escola de Música de Brasília está oferecendo cursos para alunos especiais. Hoje a escola tem 38 alunos com deficiência, sendo que 22 são deficientes visuais que fazem “musicografia braile”, técnica desenvolvida em 1828 por Louis Braille. A força de vontade dos alunos superam as limitações tantos dos baixa visão quanto dos cegos, cuja a dificuldade ainda é maior devido a transformação de partituras no sistema braile.
O aluno Gabriel de Souza, tem 13 anos de idade e está na escola de música há cinco anos, faz a 6ª serie do ensino fundamental. É um menino alegre e comunicativo. Já fez oficina de percussão, mídia, que é música no computador, e piano, hoje ele faz clarinete, que é a sua opção. Ao perguntar que carreira deseja seguir no futuro ele afirma: “Quero ser músico, eu gosto de tocar”.
A Escola de Música tem apoio da Diretoria de Ensino Especial, mas em relação à verba, há uma certa carência. A escola aceita voluntariados, mas com regras, de acordo com a lei e a exigência é que tenha conhecimentos da linguagem musical. Quem quiser mais informações sobre a Escola de Música de Brasília e conhecer sobre a musicografia braile, basta ligar no 61- 3221 8300 ou no site da escola de música http://www.emb.com.br/. A escola também aceita visitas da comunidade.



Por Osmária Cunha

Estudantes de Jornalismo da FACITEC visitam Escola de Música

Os alunos do curso de comunicação (Jornalismo) da FACITEC visitaram a EMB, nesta segunda feira (3). O objetivo da visita, coordenado pela professora Maria Carolina visa familiarizar os acadêmicos com os projetos sócio-educativos desenvolvido por aquela instituição de ensino. Na ocasião, os visitantes tiveram a oportunidade de participar de uma mini palestra com a professora Marúzia Coelho Sampaio, que teve como tema central: a metodologia de ensino da musicografia Braille. A professora que é licenciada em música, mostrou aos alunos da FACITEC, as regletes, que são instrumentos usados pelos deficientes visuais para desenvolver a escrita, e a leitura de partituras musicais.

Ao ser questionado sobre a inclusão dos alunos com necessidades especiais, a professora afirmou que existem regras. “Após entrar na escola, o aluno que reprovar três vezes será excluído temporariamente, mas depois, poderá se candidatar à vaga outra vez, só que ficando na fila de espera” Concluiu Marúzia. A musicografia Braille foi implantada na EMB, na década de 80.

Encontro com o diretor

Dando continuidade a visita, os acadêmicos e a professora Maria Carolina, tiveram um encontro com o Professor Carlos Galvão que é o atual diretor e mentor dos projetos que estão em andamento. O professor Galvão, recebeu os visitantes com muita simpatia não deixando nenhuma pergunta que fosse do interesse do alunato sem resposta. Em seguida falou sobre as dificuldades que enfrentou para transformar a EMB, em excelência educacional “Até a minha chegada, a EMB, funcionava como escola de música da rede pública de ensino, só depois que apresentamos os projetos ao MEC e ao Governo do DF, que ela veio a se transformar em CEP” (Centro de Educação Profissional) Afirmou.








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Música brasileira bem representada em festival
O grupo Madrigal da Escola de Música de Brasília foi convidado a participar do festival internacional Mundos Cantat, que acontece na Polônia este mês, eles viajaram no dia 06 de março de 2008, e ficarão fora até 30 de março.
Eles farão apresentações em três cidades polonesas: Szczeci, Legnnica, Sopt. Segundo o diretor da EMC, a turnê será patrocinada pela Polônia, eles tiveram de ir atrás apenas das passagens.
O grupo que existe há 34 anos é uma referência como divulgador da música genuinamente brasileira, embora não fosse assim, “antes nossas apresentações eram de músicas européias, e foi uma surpresa quando começamos a cantar músicas de compositores brasileiros e ouvíamos nossa assistência dizer ‘há no Brasil também existem músicos!’”disse o diretor da BEM, Carlos Alberto Farias Galvão que é formado em composição de música e etnomusicologia . O repertório do grupo é bem variado, vai de Luis Gonzaga, Pixinguinha, Djavan, Tom Jobim, entre muitos outros, “a aceitação do público é muito boa”, acrescentou o diretor.
Existe um projeto para a expansão da Escola de Música de Brasília para outras cidades satélites como Taguatinga e Ceilândia se forem aprovado, mais pessoas terão a oportunidade de estudar música e quem sabe até obter um diploma superior em música.

O começo

A Escola de Música de Brasília foi fundada pelo maestro Livino de Alcântara no dia 11 de março de 1974 na SGA/Sul Quadra 602, Projeção “D” Parte “A”, Brasília - DF. Inicialmente, a EMB oferecia o ensino de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, flauta doce, oboé, clarinete, trompa, fagote, trompete, trombone e tuba, além de manter uma orquestra sinfônica constituída de professores e alunos e o “Madrigal de Brasília”.
Em janeiro de 1998, o prof. Carlos Galvão assume a Direção da EMB pela segunda vez (), e implanta o núcleo de tecnologia e música, responsável pela oferta de tecnologias informatizadas aplicadas à música.
Além de outros benefícios há um ano foi implantado a inclusão de jovens deficientes visuais e cadeirantes.
Para entrar como criança especial é necessário um laudo médico comprovando a deficiência e entrar numa fila de espera. Existem 17 pessoas esperando ser chamado.
Cleidinalva Rosa

quinta-feira, 6 de março de 2008

Musicografia Braille na Escola de Música de Brasília

O Centro de Educação Profissionalizante (ECP) da Escola de Música de Brasília oferece cursos de Musicografia Braille, aonde alunos com necessidade especiais têm a oportunidade de aprender a ler e escrever partituras na escrita Braille. A escola é pioneira nesse tipo de ensino, conta com professores formados e interessando em levar a música a portadores de deficiência visual.
De acordo com a professora Marusia Coelho Sampaio, formada em música pela Universidade de Brasília – UnB, “os alunos treinam bastante a partitura em Braille e acabam decorando as notas musicais, isso deixa os mais seguros para fazer uma apresentação”.

Formas de ingresso

O numero de vagas por semestre, vária de acordo com o numero de professores. O ingresso de novos alunos no Curso Básico (Musicalização Infantil, Musicalização Juvenil e Musicalização Adulta) do CEP será processado mediante:

I - Sorteio público, amplamente divulgado, vinculado ao número de vagas disponíveis, para iniciante;

II - Testes teórico-práticos para musicalizados, vinculado ao número de vagas disponíveis para essa modalidade de ingresso.

Por: Thiago Alves

Música para vê e ouvir

Por Matheus Reino

O Centro de Educação Profissionalizante – Escola de Música de Brasília
(CEP-EMB) ligado à Secretaria de Educação do Distrito Federal desenvolve trabalhos de inclusão social com portadores de necessidades especiais. Assim como são assegurados os direitos à vida, à educação e à manifestação do pensamento o direito à cultura deve ser resguardado e bem usufruído por todos.

No total a EMB assiste a 38 alunos com necessidades especiais, dentre esses, 22 são deficientes visuais. A professora Marúzia Sampaio, que coordena o Núcleo de Educações Especiais da escola, conta que os alunos recebem material adequado e podem “ver com as mãos aquilo que não podem ver com os olhos”. Para aqueles que possuem deficiência visual o material é completamente editado em
Braile e assim, os alunos podem acompanhar o que está sendo ministrado.

O adolescente Gabriel de Souza, 13 anos, tem deficiência visual e diz que adora participar das aulas na escola de música. “Já fiz aula de teclado percussão, clarineta e mídia musical. Agora quero aperfeiçoar tudo que aprendi aqui”, conta. Para o maestro Carlos Galvão, diretor da Escola de Música de Brasília, todos os alunos são especiais e recebem apoio e atenção da mesma forma. “Deficientes são todos aqueles que têm dificuldades de aprender música. O fato de não enxergar não os torna deficientes”, completa.

A Escola de Música de Brasília já formou mais de seis mil alunos e o maestro afirma que 100% dos alunos formados pela escola estão empregados, por isso possui o título de Centro Profissionalizante. Segundo o diretor, a escola é a maior e melhor escola pública de música da América Latina. Esse título foi conquistado graças à elevação do fator cultural e social que a instituição presta à sociedade.

domingo, 2 de março de 2008

Inclusão digital no Recanto das Emas - DF


Em dezembro de 2005, na comunidade Recanto das Emas – DF foi implantada uma ação socio-educativa e cultural pela pró-reitoria e extensão UCB junto com a fundação Banco do Brasil. Uma das coordenadoras deste projeto é Gecilene Machado que tem por função incluir a comunidade no mundo digital através de um espaço cedido pelo GDF com computadores doados por empresas privadas.
O projeto permite -o acesso da comunidade às novas tecnologias de comunicação e informação trazendo benefícios como a redução do índice de analfabetismo tecnológico entre os moradores de baixa renda, a melhora do desempenho dos alunos e diminuição do índice de criminalidade, onde a mobilização da sociedade se volta para o desempenho individual.
A informática ainda é um privilégio de poucos brasileiros e, projetos como esse, fazem com que haja um crescimento significativo na inclusão digital de classes menos favorecidas e conseqüentemente uma redução das desigualdades sociais no país.
Com os esforços do Governo Federal de inclusão digital outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania.

Emanuele Araújo

Excluídos Digitalmente – Porquê?

A Inclusão Digital tem sido pauta obrigatória no cenário político nacional e internacional e motivação de várias ações, projetos e programas nas agendas sociais no Brasil e em diversos países do mundo. Dessa forma disseminam-se centros de acesso público à internet, cursos de alfabetização tecnológica e outras iniciativas destinadas a minimizar a exclusão digital entre as comunidades de baixa renda. Em que medida, tais medidas de fato melhoraram significativamente a vida das pessoas, possibilitaram que transformassem a realidade onde vivem? Não se trata aqui de questionar as tecnologias ou os projetos, mas refletir abertamente sobre os rumos que tomamos.

A inclusão digital está estreitamente vinculada à problemática da inclusão social dos menos favorecidos. Isto porque o governo, por intermédio do MCT, está preocupado com a real necessidade em disponibilizar os meios e instrumentos que efetivamente criem as condições necessárias e suficientes para a geração de emprego e renda, objeto último dos esforços governamentais nos programas de inclusão social. O programa de inclusão digital, portanto, é um instrumento da promoção da inclusão social.

Definição

"Inclusão Digital" é a denominação dada, genericamente, aos esforços de fazer com as populações das sociedades contemporâneas - cujas estruturas e funcionamento estão sendo significativamente alteradas pelas tecnologias de informação e de comunicação – possam:
obter os conhecimentos necessários para utilizar com um mínimo de proficiência os recursos de tecnologia de informação e de comunicação existentes
dispor de acesso físico regular a esses recursos.
A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos digitais ao contexto da sociedade movida pelos processos de criação, produção e sublimação da informação em conhecimento. Significa efetivar os excluídos digitais na sociedade da informação, por meio de políticas que visem ao seu crescimento auto-sustentável de forma colaborativa e gradual, não com medidas emergenciais e paliativas. Conseqüentemente, inclusão digital remete à busca da reflexão do mundo e da localidade, das condições de sobrevivência (emprego, alimentação, moradia, etc.), do estímulo ao conhecimento renovado e à crítica do já existente e da diminuição das desigualdades sociais.


Julyana Santos de Almeida

A construção de um país digitalizado

A inclusão digital torna-se responsabilidade social

O processo de inclusão digital iniciado no Brasil há alguns anos, tem ganhado destaque no cenário político com projetos e programas sociais, porém, muitos ainda não entraram em prática. A nova era da informação dispõe de benefícios que nem todos têm acesso por questões sociais, culturais e econômicas.

A inclusão digital corresponde a uma nova estratégia de democratização e integração da comunicação eletrônica. As escolas e universidades tornaram-se essenciais na difusão de conhecimento da digitalização. É preciso capacitar os professores e fazer uso do laboratório digital com freqüência.

De fato muitas famílias não têm condições de adquirir um computador e até mesmo ter acesso à internet. Trata-se de responsabilidade social, a disponibilidade da informação tem que ser para todos. Deve-se ter como finalidade aprimorar o ambiente social através do manuseio de computadores.

Atualmente as lan houses tem sido instrumento de fácil acesso para inclusão digital. O problema é que as pessoas nem sempre podem gastar dinheiro com algumas horas “navegando”. A saída é implantar mais programas de acesso gratuito à internet em espaços comunitários. É importante frisar que a conseqüência da inclusão digital está ligada à geração de empregos, estímulo ao conhecimento e a diminuição da desigualdade social.

Priscila Rodrigues

Inclusão Digital: uma meta a ser alcançada

A Internet sem dúvidas é a maior descoberta no âmbito da Tecnologia da Informação. Atualmente, é difícil imaginar a vida sem as várias comodidades que ela proporciona. Graças a esse invento, é possível fazer movimentações bancaria, compras, obter informações e conversar com pessoas que estão do outro lado do mundo sem sair de casa.
Apesar do número de internautas estar crescendo em ritmo cada vez mais veloz em todo o mundo, a quantidade de excluídos digitais ainda é grande. No Brasil, segundo o IBGE, são 32,1 milhões de internautas, o restante da população continua excluído. Os pobres e com o nível baixo de escolaridade compõem esse grupo. A criação de políticas capazes de possibilitar a todos o acesso à Internet se tornou uma das maiores preocupações dos governantes.
O acesso à Internet e a outras tecnologias não deve ser privilegio de apenas uma parcela da população. Cabe ao Estado proporcionar condições para que todos tenham, não apenas os mesmos direitos e deveres, mas as mesmas oportunidades.

Excluídos por opção

Existe outro tipo de excluído digital, que praticamente não é percebido. Os excluídos por opção. É difícil imaginar que em pleno século XXI, onde tudo se torna digital, existam pessoas com aversão de tecnologias. Elas preferem enfrentar filas nos bancos, ler jornais impressos e, até mesmo, mandar cartas a usar a internet.
O que as leva a essa atitude não é a falta de recursos financeiros ou o grau de escolaridade. Elas simplesmente não têm interesse em aprender a utilizar o computador ou navegar na Internet. Os idosos são os principais componentes desse grupo. Segundo dados de 2005, divulgado pelo IBGE, a faixa etária de pessoas com mais de 50 anos independente da região são os que menos acessam a Internet.

Thaís Passos

Inclusão Digital nas Escolas do DF

As escolas do Distrito Federal receberam uma notícia ótima nesta semana, com a assinatura de um contrato com a empresa de informática Microsoft e a Secretária de Educação do DF com investimentos de laboratórios de informática nas escolas públicas do Distrito Federal, para diminuir a inclusão digital dos alunos da rede pública de ensino.
Esse investimento será de 300 mil reais no começo e depois irá aumentar com o passar do tempo, muitos computadores estão sucatiados em várias redes de ensino e devem ser substituídos por novos computadores e serão construídos laboratórios nas outras escolas. Serão atendidos os alunos que cursam a sétima série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio.
Professores e alunos gostaram muito da idéia e esperam que esses laboratórios cheguem logo, pois isso vai ajudar no desenvolvimento dos alunos e no aprendizado dos mesmos. Mas muitos professores temem que esses computadores cheguem em poucas escolas, principalmente as escolas rurais que sempre ficam por último ou mesmo nem recebam esses computadores. O diretor Sálvio da escola Centro de Ensino Fundamental e Médio 1 de Samambaia, esperam que esses computadores cheguem logo, pois irá ajudar muito os alunos da escola que fica próximo a cidade do entorno Santo Antonio do Descoberto, é uma escola rural que atendi outras proximidades. A Secretária de Educação do DF diz que todas as escolas serão atendidas mas devem esperar conforme forem escolhidas por suas possíveis Regionais de Ensino de cada satélite e esperam atender todas as escolas públicas do DF.

Douglas Ferreira Veras

Inclusão Digital

Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização ao acesso ás tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade de informação, mas não é bem isso que acontece, há pessoas que ainda não estão incluídas nesse gigantesco mundo da informação.
É comum ouvir falar em democratização do acesso e melhoras de condições de vida através da informação digital. Isso não quer dizer que tem que ser colocado só computadores em uma determinada escola para ela se tornar incluída digitalmente, mas sim, ensinar aos alunos a aprender e a utilizar os benefícios que ele pode trazer.
Governos e Ongs (Organização Não Governamental) procuram promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e exercício da cidadania.

Por Amanda Andrade

Em busca de uma genuína inclusão digital

Muito se tem discutido a respeito da inclusão digital no Brasil. As generalizações têm levado a equívocos, como o fato de se acreditar que implantar um laboratório com computadores e internet, em uma comunidade, resulte na inserção do indivíduo no mundo digital.
Ledo engano. A inclusão digital representa a democratização do acesso à sociedade da informação. Desse acesso resultará o conhecimento, o que vai conduzir a um melhor aproveitamento das informações disponíveis. É função precípua dessa inserção uma transição a um estágio melhor do que o anterior, somente assim, o intuito de se popularizar o acesso digital vai ser efetivado.
Melhorar a acessibilidade de deficientes, saber utilizar de maneira competente a informação que é oferecida, potencializar a praticidade em questões rotineiras são aspectos da inclusão digital que nem sempre são prioridade nos programas nacionais.
Experiências concretas em Brasília resultam em benefícios
Não obstante, os equívocos evidentes, no Distrito Federal, a Secretaria de Educação conta com um programa de inclusão digital que tem funcionado em algumas escolas. O Centro de Ensino Fundamental n° 15, de Taguatinga, por exemplo, conta com um laboratório de informática completo, disponível aos alunos do matutino, vespertino e noturno. Professores e monitores capacitados se revezam no atendimento às dúvidas dos alunos.
O sucesso é resultante da parceria entre a instituição educacional e a comunidade. O que sinaliza para o fato de que os cidadãos buscam construir um caminho eficiente que conduz à cidadania plena.

Aldenora Moraes

Brasília sai na frente na inclusão digital

Inclusão digital no DF

O projeto dos computadores para inclusão digital envolve a administração federal, e seus parceiros num esforço conjunto para oferta de equipamentos de informática recondicionados em plenas condições operacionais, para apoiar a disseminação de tele centros comunitários e a informação das escolas públicas.
Com este esforço, está sendo criada uma rede de relacionamentos entres os jovens em formação profissionalizante em oficinas que deverão proliferar em diversas partes do distrito federal.
A inclusão digital deve ser tratada como um elemento constituinte de política de governo eletrônico para que esta possa configurar-se como universal. Além disso, enquanto a inclusão digital encontra-se apenas em indivíduos ela cria benefícios individuais, mas não transforma as praticas políticas.
Não é possível falar de inclusão digital, sem falar também da utilização da tecnologia da informação pelas organizações da sociedade civil em suas interações com o governo, o que evidência o papel relevante da transformação dessas organizações pelo seu uso de recursos tecnológicos.
Promover a inclusão digital ao cidadão não só faz sentido, mas focalizar a política da inclusão digital em promoção do acesso individual à internet. Assim, a criação de uma infra-estrutura para extensão do acesso à internet aos setores impedidos de acesso individual devem ser centros estratégicos.
A política do governo é inserir a inclusão digital em todas as escolas do distrito federal, utilizando preferencialmente o modelo de tele centros comunitários utilizando software livre.

Genivá dos Santos

INCLUSÃO DIGITAL

Com o avanço das novas tecnologias o mundo se diversificou a idéia de podermos nos comunicar de forma rápida acabou por mudar tanto a maneira de pensarmos e quanto a maneira de nos expressarmos.
A utilização de ferramentas de tecnologia de informação e comunicação, como o computador e a internet foi apresentado e logo adaptado a nossa realidade. No Distrito Federal 32% dos lares possuem computadores o maior índice do país dados apresentado pela Secretária de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, mas, nem por isso podemos sair comemorando, pois a um grande desajuste na distribuição as classes mais altas são mais favorecidas enquanto as mais baixas são desfavorecidas.
Redução dos "Analfabetos Digitais"
A sociedade precisa esta inserida e familiarizada adotar políticas públicas para o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação que promovam o crescimento social, econômico, cultural e político tanto para os que possuem e não possuem computadores. Hoje em dia os pré-requisitos para ser admitido em qualquer emprego e ter pelo menos um básico conhecimento em informática.
Os jovens estudantes das escolas públicas do DF nem possui computadores e nem infra-estrutura para ter laboratórios de Informática e nem professores capacitados. Mesmo assim não podemos desanimar, pois o GDF em 2006 lançou o programa Deletando a Exclusão que propõem reduzir pela metade o número de analfabetos digitais até 2010. Agora é esperar para ver.
Daniela Alves